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Polêmica 01/04/2014 | 16h01

Vídeo de caxiense que defende legalização do estupro provoca repúdio de usuários nas redes sociais


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Vídeo de caxiense que defende legalização do estupro provoca repúdio de usuários nas redes sociais
Foto: Reprodução


Departamento de Jornalismo
A publicação de vídeos na internet de um caxiense que defende a legalização do estupro está gerando manifestações de repúdio de movimentos feministas e de usuários da rede em todo o país.

No vídeo, Gustavo Guerra, 20 anos, afirma que as campanhas efetuadas por movimentos sociais para combater esse crime são uma farsa.

Para ele, as feministas não estariam preocupadas com o estupro, pois, de acordo com o jovem, a defesa do aborto, efetuada por muitas delas, é pior do que um crime. Ele diz ainda que é a favor de abusar sexualmente de feministas e lésbicas, e as ofende de diversas formas.

Gustavo afirma, com palavrões, que a culpa pelo estupro é da mulher, que usa roupas provocantes, e elogia os estupradores. O jovem ainda ressalta que as pessoas contrárias às afirmações dele podem processá-lo se quiserem, e afirma que está ciente que está praticando apologia ao crime.

Gustavo afirma que as mulheres que fazem movimentos feministas desejam ser estupradas porque são feias. Ele ainda comenta que a maioria dos estupradores são judeus e negros – a qual chama de “pretos”.

Gustavo foi ouvido pela reportagem da Rádio Caxias nesta terça-feira (01). Ele disse que não tem medo de ser responsabilizado criminalmente pelos atos praticados.

Os vídeos de Gustavo provocaram grande volume de críticas de usuários e de diversos movimentos sociais e feministas, entre eles a Marcha Mundial das Mulheres, entidade que visa combater a violência e discriminação contra a mulher em mais de 159 países. Uma das representantes da entidade em Caxias do Sul, Allana Dalla Santa, afirma que está revoltada com o caso, porém a justificação do estupro infelizmente trata-se de uma realidade mais comum do que se imagina.

Na página do Facebook, Gustavo mantém comentários de apologia ao nazismo, de depreciação à mulher, de negros e de outros grupos sociais e étnicos.

A Polícia Federal está investigando o caso. A denúncia partiu inicialmente de organização Rosa Marina Meyer, entidade que fiscaliza atitudes preconceituosas na internet. O crime de ódio está previsto no artigo 20 da Lei do Crime Racial, que pune com pena de reclusão de dois a cinco anos e multa a divulgação de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou nacionalidade por qualquer meio de comunicação. Já o artigo 286 do Código Penal prevê a detenção de três a seis meses de pena para a prática de incitação ao crime.

Na tarde desta terça-feira (1), após a divulgação de reportagem sobre o assunto por parte da Rádio Caxias, um dos vídeos em que Gustavo defendia o estupro foi removido do YouTube, por violar a política do site ao fazer apologia ao ódio.

O canal de Gustavo Guerra, com outros vídeos polêmicos, permanece no ar, no link www.youtube.com/user/GustavoWar88


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