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Economia 30/03/2021 | 17h57

Um terço das empresas gaúchas de pequeno porte está com atividades paralisadas


Um terço das empresas gaúchas de pequeno porte está com atividades paralisadas
Foto: Divulgação

A Pesquisa de Monitoramento dos Pequenos Negócios na Crise apontou índice de 35% de paralisação de atividades no Rio Grande do Sul. A décima edição do estudo do Sebrae RS traz resultados de questionamentos feitos no mês de março e apresenta o maior percentual de empresas com atividades suspensas desde o início do trabalho. Para a maior parte dos consultados, o motivo para a parada são as restrições impostas pelos regramentos de distanciamento. Além disso, seis em cada dez empreendimentos registram queda de rendimento, que está abaixo da metade da renda regular para muitos da amostragem.

O diretor-superintendente do Sebrae gaúcho pontua que o patamar exposto pela pesquisa remete ao momento que era considerado o pior dentro do enfrentamento da pandemia. André Vanoni de Godoy atenta que as portas fechadas geram diminuição no número de empregos e de giro econômico. Pontua que isto resulta em um nível crescente de dificuldades para os empreendedores e para as pessoas que necessitam destes pequenos negócios.

O Governo Estadual apresentou na semana passada a proposta de um auxílio emergencial gaúcho, algo que ainda precisa evoluir para ser protocolado na Assembleia Legislativa (AL-RS). Conforme o anúncio, negócios incluídos no Simples Nacional poderiam receber duas parcelas de R$ 1 mil de apoio do Executivo.

André Vanoni de Godoy avalia que o programa não deve ter efeitos consistentes no socorro às empresas. Prevê que o auxílio deve abranger uma parcela pequena do mercado e ainda afetar as contas do Estado. O diretor do Sebrae defende que a situação só pode ser mitigada com a abertura dos estabelecimentos. No entanto, ele reconhece as dificuldades, analisando que ainda é preciso se encontrar o ponto certo de flexibilização sobre os protocolos de distanciamento. Ele afirma que os governantes negligenciaram as medidas de combate ao vírus, criticando os administradores por subestimarem a pandemia. André Vanoni de Godoy considera que o panorama atual poderia ter sido evitado com a manutenção de ações de enfrentamento da crise sanitária.

Para o diretor-superintendente do Sebrae RS, o possível auxílio emergencial gaúcho conta com valor muito baixo ante aos custos das empresas. Além disso, André Vanoni de Godoy alerta para o impacto dos empréstimos que foram contratados por empreendimentos ainda no ano passado. Para muitos CNPJs, os prazos para pagamento das linhas começam a valer neste ano e isto acaba se somando às demais despesas de manutenção das atividades.

Outro dado preocupante apresentado pela pesquisa do Sebrae é que há percentual de 5% de empresários que decidiu por fechar definitivamente. Todavia, esta taxa teve boa relação com o resultado da etapa anterior, que havia ficado em 16%. Ainda assim, a diretoria da entidade estima que 1,5 milhões de trabalhadores estejam atualmente afastados dos postos.

 

 


Departamento de Jornalismo


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