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Jair Bolsonaro 25/05/2020 | 09h52

Senadores gaúchos avaliam o atual cenário político, econômico e social do país


Senadores gaúchos avaliam o atual cenário político, econômico e social do país
Foto: Divulgação

Em meio à pandemia do coronavírus e às repercussões políticas envolvendo o presidente da República, os senadores que representam o Rio Grande do Sul no Congresso divergem sobre as atitudes de Jair Bolsonaro (sem partido). Enquanto Lasier Martins (Podemos) e Paulo Paim (PT) não aprovam a forma de condução das principais questões do País, Luiz Carlos Heinze (PP) defende o presidente. Os senadores foram entrevistados pela Rádio Caxias na manhã de sábado (23), no programa ‘Conexão Caxias’.

O principal foco das entrevistas é o desdobramento da divulgação do vídeo da reunião ministerial ocorrida em Brasília no dia 22 de abril. No encontro, segundo alegação do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, Bolsonaro teria tentado intervir na autonomia da Polícia Federal (PF). Para Moro, o vídeo, que foi divulgado na sexta-feira (22) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello, conteria provas de tal acusação.

Para Lasier Martins, o vídeo prova o que o ex-ministro disse. O senador cita que um aspecto surpreendente da reunião foi o fato de os ministros não tratarem da questão da pandemia, que está provocando consequências sociais e econômicas em toda a nação. Lasier Martins disse que o encontro teve um “show de impropérios proferidos pelo presidente da República” e que o vídeo comprova que Bolsonaro queria mesmo era mexer na PF carioca.

Paulo Paim citou vários números da economia, como o aumento dos desempregados, de 12,5 milhões para 15 milhões; e o fechamento, segundo o Sebrae, de pelo menos 650 mil micro e pequenos empreendimentos, sem falar no colapso nos hospitais. O petista citou que, infelizmente, estamos vivenciando uma grave crise de saúde, mas também na economia, na área social e na política. Para ele, uma crise agrava a outra.

Para Luiz Carlos Heinze, o vídeo da reunião ministerial ressalta que a equipe do presidente forma um governo de pessoas honestas. Ele opinou que, o que se viu é o mesmo Bolsonaro da campanha, natural, espontâneo e sincero como sempre. O progressista salientou que o presidente confirmou que não é um personagem, nem um político que fala para agradar a opinião pública.

O vídeo mostra ainda o ministro da Educação, Abraham Weintraub, defendendo a prisão de ministros do Supremo: “Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF”. A gravação divulgada é considerada peça importante nas investigações do STF sobre o presidente da República, de que ele tentou interferir no trabalho da Polícia Federal.


Departamento de Jornalismo


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