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CAXIAS DO SUL

Saúde 10/03/2021 | 09h09

Secretária da Saúde teme que piora da pandemia possa provocar desabastecimento de medicamentos no SUS de Caxias


Secretária da Saúde teme que piora da pandemia possa provocar desabastecimento de medicamentos no SUS de Caxias
Foto: Divulgação/ Internet

A semana começou com a triste marca dos 500 óbitos alcançada em Caxias do Sul. Apenas na segunda-feira (08), a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) confirmou 25 novas vítimas da covid-19, além de outras seis que estavam sendo tratadas em hospitais caxienses e que eram de outras cidades. A secretária da Saúde de Caxias, Daniele Meneguzzi, credita o elevado número de notificações ao fim de semana, tendo em vista que a maioria das mortes se deu entre o sábado e a segunda-feira.

Já a abrangência de pacientes é explicada pelo fato de a Central de Regulação de Leitos de Caxias ser referência para mais 48 municípios da região. Isso também justifica porque uma parte do público que aguarda por um leito de UTI na cidade vem de fora. A lista de espera no SUS chegou a 55 pessoas às 17h desta terça-feira (09), quando Caxias também somava mais de 3,8 mil casos ativos, batendo novo recorde.

A titular da Saúde avalia que o cenário tende a se manter difícil nos próximos dias, com novas confirmações de casos e óbitos. Daniele Meneguzzi ainda demonstra preocupação com o perfil dos acometidos pelo coronavírus. Segundo ela, há pacientes ingressando nos serviços de saúde com o estágio avançado da doença e muitos sem comorbidades.

Diante da situação, Daniele pede que a população respeite as medidas de prevenção, como evitar ao máximo sair de casa, desconsiderar aglomerações, usar máscara e reforçar a higienização das mãos. Com os hospitais trabalhando no limite, ela pontua que os caxienses devem fazer a sua parte, evitando que mais cidadãos precisem de um leito ou sofram com a espera pela concorrida vaga.

Outra constatação que chama a atenção da secretária é a utilização das internações por acidentados de trânsito, que foi expressiva no fim de semana, com o Samu socorrendo diversas vítimas. Parte dos lesionados, inclusive, demandou por estrutura cirúrgica e leito de UTI, no momento em que a covid-19 toma conta dos centros de saúde. Conforme a secretária, são situações evitáveis e que colocam em risco o atendimento de outros pacientes.

Daniele esclarece também que os serviços de saúde estão dando conta da demanda por equipamentos, como respiradores, embora os estabelecimentos estejam no limite nesse aspecto. Até o momento, a SMS também não precisou manter pacientes em ambulâncias por falta de internações, embora tema pela chance de isso acontecer se o cenário piorar. O receio também é por problemas no abastecimento de medicamentos no SUS, como anestésicos, se a curva da covid-19 continuar ascendendo.

Desde o início da pandemia, o Município de Caxias do Sul implantou 60 novos leitos de UTI pelo SUS. No entanto, o salto no número de casos nas últimas semanas levou sistema de saúde ao limite. A abertura de novos leitos esbarra não somente na falta de estrutura física, mas também na falta de profissionais capacitados e disponíveis.


Departamento de Jornalismo


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