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Estudo 28/11/2021 | 15h04

Relatório mostra que desigualdades entre negros e brancos na educação e na saúde foram agravadas com a pandemia


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Relatório mostra que desigualdades entre negros e brancos na educação e na saúde foram agravadas com a pandemia
Foto: Pixabay


Departamento de Jornalismo

O relatório técnico "Panorama das desigualdades de raça/cor no Rio Grande do Sul", divulgado no dia 19, na véspera do Dia da Consciência Negra, mostra que, ao serem observados os dados na pandemia, nas áreas da educação e da saúde, as desigualdades entre negros e brancos foram agravadas.

O levantamento aponta que a taxa de analfabetismo entre a população negra gaúcha é maior do que entre os brancos em todas as faixas etárias, chegando a ser três vezes maior em alguns casos. Entre adolescentes com idades entre 15 e 17 anos, por exemplo, a taxa é de 5,2% entre os negros e de 2% com os brancos, chegando a 16% na população negra com 60 anos ou mais.

Na taxa de desemprego por raça/cor, o percentual é mais expressivo entre os pretos e pardos em relação aos brancos. No primeiro trimestre de 2020, o último antes dos maiores efeitos da pandemia da covid-19, a taxa era de 13,5% entre a população preta, 12,8% entre os pardos e 7,2% entre os brancos. O pesquisador Rodrigo Goulart Campelo, do Departamento de Economia e Estatística (DEE) da Secretaria Estadual de Planejamento, Governança e Gestão, detalha outras informações do relatório.

O documento mostra também que há diferenças significativas nas taxas de ensino superior completo: em 2019, 16,4% dos brancos eram formados contra 6,3% dos negros. O levantamento do DEE teve como fontes a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua, Censo Escolar, Censo do Ensino Superior, Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), DataSus, Departamento Penitenciário Nacional e Cadastro Único, entre outros.







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