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Política 29/05/2020 | 12h02

Procurador-Geral de Caxias do Sul se filia ao PDT e deve concorrer a prefeito em Flores da Cunha


Procurador-Geral de Caxias do Sul se filia ao PDT e deve concorrer a prefeito em Flores da Cunha
Foto: João Pedro Bressan / Divulgação

Em 27 de setembro de 2017, o juiz aposentado Sérgio Augustin deixou a presidência da comissão provisória do PSD em Caxias do Sul. Na época, em entrevista à Rádio Caxias, o atual procurador-geral da Prefeitura não descartava retornar à vida partidária futuramente. A promessa foi cumprida no início de abril de 2020, quando se filiou ao PDT de Flores da Cunha.

No município vizinho, Augustin atuou como juiz de 1996 a 1998, mesmo ano em que foi promovido para Caxias do Sul, onde atuou até setembro de 2016, quando se aposentou. Ele aceitou o convite dos pedetistas para eventualmente integrar a chapa majoritária e compor uma coligação para o cargo de prefeito.

Por isso, o advogado e professor universitário deve se desincompatibilizar do cargo de procurador-geral de Caxias do Sul, cargo que assumiu no dia 22 de janeiro deste ano, a convite do prefeito Flavio Cassina (PTB), após o impeachment de Daniel Guerra (Republicanos). Segundo a legislação eleitoral, futuros candidatos que sejam atualmente secretários municipais ou membros de órgãos do mesmo gênero, que pretendem concorrer a prefeito ou vice-prefeito, devem deixar os cargos públicos quatro meses antes do pleito, ou seja, próxima quinta-feira, 04 de junho.

Sérgio Augustin, que foi diretor do Fórum caxiense entre 2003 e 2004, foi filiado no MDB antes de atuar na magistratura. Há três anos filiou-se no PSD de Caxias. Agora no PDT, ele conta que o partido pretende voltar a ser protagonista em Flores da Cunha, citando os dois mandatos consecutivos de Heleno Oliboni, que governou a Terra do Galo entre 1997 e 2004.

O último prefeito pedetista de Flores da Cunha foi Ernani Heberle, eleito em 2008. Após terminar o mandato ele deixou a sigla por desavenças políticas. Atualmente, Heberle está no PSB e deve ser candidato ao Executivo. O MDB, partido do atual prefeito florense, Lídio Scortegagna (MDB), eleito em 2012 e reeleito em 2016, também deve ter um nome majoritário. O PP é outra sigla no páreo – nas últimas duas eleições apresentou candidatas à prefeitura.

Em relação ao pleito de 2020, na segunda-feira (25), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na ocasião ele afastou a possibilidade de cancelamento das eleições municipais de outubro, mas admitiu que, se necessário, por conta da pandemia, podem ser adiadas. O cancelamento do trâmite para fazê-lo coincidir com as eleições nacionais em 2022 não é uma hipótese cogitada pelo ministro.

As datas que estão sendo cogitadas para realizar o pleito deste ano, no caso de adiamento, são 15 de novembro para o primeiro turno e 06 de dezembro nas cidades que tiverem segundo turno. As propostas devem ser analisadas por uma comissão mista do Congresso Nacional.


Departamento de Jornalismo


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