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CAXIAS DO SUL

Declaração 21/10/2019 | 11h20

Presidente do Conselho de Saúde declara que Município deseja desviar o foco da falta de funcionamento da UPA Central


Presidente do Conselho de Saúde declara que Município deseja desviar o foco da falta de funcionamento da UPA Central
Foto: Divulgação

A presidência do Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Caxias do Sul teria recebido a informação da decisão da Prefeitura de demitir quatro médicos pela imprensa. O grupo considera que a ação foi uma resposta aos movimentos que protestaram contra o fechamento do Postão 24h para a criação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central. Na última quinta-feira (17), quando a instalação completou um ano sem atendimentos, uma manifestação foi organizada no local. Cerca de 50 pessoas compareceram na ação, promovida pela União das Associações de Bairro (UAB) e pelo Sindicado dos Servidores Municipais de Caxias (Sindiserv).

Para o presidente do Conselho de Saúde o anúncio das punições aos profissionais foi uma tentativa de jogar a população contra os trabalhadores do setor. Alexandre Silva considera que a administração adotou mais uma ação para desviar o foco da própria má gestão. Afirma que toda a comunidade está atenta ao tempo de inoperância da instalação que sediava o Pronto Atendimento 24h (PA 24h). Ressalta que isso pode ter causado a medida por parte do Executivo, que para ele, se assemelha à ação tomada pelo prefeito em março de 2017. Na ocasião, Daniel Guerra (Republicanos) aparece em vídeo publicado nas redes sociais ligando e cobrando um médico por uma falta ao trabalho.

O presidente do Conselho Municipal de Saúde não concorda com os motivos expostos pela administração para a punição dos médicos por uma suposta “operação tartaruga”. Alexandre Silva recorda que o Postão 24h, onde a conduta inadequada teria sido tomada, era voltado para atendimentos de urgência e emergência. Ele defende que a característica do suporte prestado pode fazer com que hajam tarefas mais simples e rápidas e outras complexas e que demandam maior tempo. Por isso, não haveria possibilidade de se determinar a falta de empenho de um servidor pelo volume de atendimentos durante o expediente.

Silva ainda manifestou descontentamento com as quatro demissões e nove suspensões pelo possível malefício ao quadro da Rede Básica do Município. Segundo ele, cerca de 50% das unidades básicas de Saúde (UBSs) estaria com falta de médicos no efetivo.

 


Departamento de Jornalismo


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