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CAXIAS DO SUL

Mercado 02/12/2019 | 14h43

Preço da carne só deve baixar nos primeiros meses de 2020


Preço da carne só deve baixar nos primeiros meses de 2020
Foto: Divulgação/ Internet

Quem vai ao mercado com frequência já percebeu que o preço do quilo da carne bovina aumentou muito no último mês. Determinados cortes tiveram acréscimo de até 125%, ou seja, mais do que dobraram, segundo dados do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Caxias do Sul (Sindigêneros). A parte ruim da notícia é que os valores não tendem a baixar antes do final do ano.

A perspectiva é que depois de fevereiro de 2020, quando voltar a crescer a oferta de animais para abate nas principais regiões criadoras do País, é que os preços devem recuar. Os criadores atrasaram o período de confinamento do gado, quando os bichos entram em uma dieta de engorda para o abate, e optaram por mantê-los engordando no pasto, o que acaba adiando a chegada dos bois ao frigorífico. Não havia a expectativa de vendas tão aceleradas no período.

O aumento dos preços tem se verificado desde outubro. Frango, porco e ovos também encareceram, pois a procura subiu. Em Caxias, no atacado, o preço do boi inteiro dobrou de valor, sendo que os valores ainda não foram totalmente repassados, uma estratégia, explica o presidente do Sindigêneros, Eduardo Luiz Slomp, para não assustar tanto os consumidores.

Mas, por que a carne bovina ficou mais cara? Não foi ida aos açougues que fez o preço aumentar, mas também a procura dos estrangeiros. Entre setembro e outubro as exportações para Rússia (+694%), Emirados Árabes (+175%) e China (+110%) cresceram muito na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). O mercado asiático tem sido o mais faminto, pois os chineses pagam, em média, até 15% a mais para garantir a compra do produto brasileiro.

Para o presidente do Sindigêneros, o que está acontecendo no mercado é o que se esperava há algum tempo, pois quando a exportação tivesse seu volume ampliado, o problema do aumento dos preços para o consumidor seria registrado. Outro fator que influencia a variação é o preço do dólar. Eduardo Slomp salienta que os consumidores devem se preparar em relação aos preços.

O Brasil é o segundo maior produtor de carne bovina e o principal exportador mundial. Mesmo com aumento da venda para fora, os frigoríficos descartam o risco de desabastecimento no País de nenhuma das principais proteínas animais (boi, frango e porco).


Departamento de Jornalismo


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