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CAXIAS DO SUL

Redução 28/10/2019 | 16h40

Possibilidade de redução de tarifas de importação de produtos industriais preocupa fabricantes de ônibus


Possibilidade de redução de tarifas de importação de produtos industriais preocupa fabricantes de ônibus
Foto: Divulgação/ Internet

Em quatro anos, o governo federal pretende reduzir as tarifas de importação de produtos industriais. A simulação de uma proposta já começou a circular entre os integrantes do Mercosul, e os ministérios da Economia e das Relações Exteriores pretendem avançar no debate no encontro da cúpula presidencial do bloco latino que está previamente agendado para os dias 4 e 5 de dezembro, em Bento Gonçalves. 

Entre os percentuais propostos, está o dos veículos de passeio, que cairia de 35% para 12%; mesmo valor aplicado para produtos têxteis e de vestuário. Ônibus baixariam de 35% para 4%; laminados de aço, de 12% para 4%; e polipropileno, de 14% para 4%. A possível troca do governo argentino (a eleição em primeiro turno ocorre neste domingo (27) pode postergar o cronograma do governo brasileiro.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (Fabus), Ruben Antonio Bisi, que é diretor de relações institucionais da Marcopolo, discorda do plano. Ele reforça que o ‘custo Brasil’, segundo um estudo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), mostra que o país tem 30% de oneração na composição de custos comparativamente com outros países, se forem levando-se em consideração mais de 10 indicadores.

Bisi salienta, especificamente sobre o setor dos ônibus, que as empresas nacionais estão protegidas pela taxa de importação praticamente para cobrir os 30% de custos, que ele avalia como ineficiência do governo. 

O Brasil é, atualmente, o 4º maior produtor mundial de ônibus, atrás da China (1º), Índia (2º) e Rússia (3º), e exporta para mais de 120 países. O presidente da Fabus informa que a entidade encaminhou ofícios ao diretor do Departamento do Mercosul e Integração Regional do Ministério das Relações Exteriores, ministro Michel Arslanian Neto; ao secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Prado Troyjo; e ao deputado federal Marcos Pereira (Republicanos-ES), que trata do tema no parlamento. O objetivo é que eles conheçam a inconformidade da Fabus e que a entidade seja ouvida. 

A preocupação de Bisi também se deve ao fato de que a redução das alíquotas abrirá salvaguarda para a indústria chinesa, que tem uma série de incentivos e financiamentos, e até subsídios para exportação. Nesta semana, após a divulgação do plano federal, diversas entidades manifestaram-se contrárias, como A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), a Abimaq, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).


Departamento de Jornalismo


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