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Covid-19 29/05/2020 | 13h37

Pesquisa mostra que mais de 80% dos micro e pequenos negócios foram afetados pela crise na região


Pesquisa mostra que mais de 80% dos micro e pequenos negócios foram afetados pela crise na região
Foto: Divulgação

Desde o início da pandemia de Covid-19, o Sebrae realiza o monitoramento periódico dos impactos sobre os pequenos negócios em âmbito nacional. A pesquisa é feita, principalmente, a partir de uma sondagem on-line com empreendedores. O levantamento apresenta uma análise sobre as consequências do coronavírus sobre os pequenos negócios.

Na Serra Gaúcha, segundo o gerente regional do Sebrae, César Maurício do Nascimento, a instituição, preocupada com o setor, também encaminhou uma pesquisa no início do abril para coletar dados. Os resultados estão servindo de base para intervenções precisas.

Dados específicos de Caxias do Sul, também fornecidos pelo Sebrae, mostram que a grande maioria dos empreendedores consultados citou que os negócios estão sendo afetados negativamente pela crise do coronavírus, sendo 84% em abril e 81% em maio. Em contrapartida, 16,1% em maio estão sendo afetados positivamente. No mesmo mês, o faturamento diminuiu para 74,2% dos empreendedores, e para quase 10% deles a entrada de dinheiro aumentou.

O levantamento em Caxias mostra ainda que 37,5% dos empresários buscaram empréstimos para manter os negócios. Entre os que tentaram e não conseguiram aporte financeiro, metade alegou que os bancos informaram não aceitarem o risco da operação financeira. César Nascimento cita outros dados do levantamento, estes abrangendo os 49 municípios que integram a Regional Serra do Sebrae.

Em nível nacional, a sondagem mais recente mostra que a pandemia tem afetado mais as mulheres donas de negócio do que os homens: 52% delas fecharam temporariamente ou definitivamente os negócios, contra 47% deles. O relatório mostra também que, em geral, as mulheres costumam procurar menos empréstimos do que os homens (44% nunca buscaram, contra 38% dos homens). Elas estão ligeiramente mais otimistas que os homens sobre quanto tempo a economia vai demorar a voltar ao normal, em média: segundo elas, 10 meses e, segundo eles, 11 meses.


Departamento de Jornalismo


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