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Saúde 28/05/2020 | 18h20

Paciente relata demora no recebimento de kit para tratamento de úlcera varicosa


Paciente relata demora no recebimento de kit para tratamento de úlcera varicosa
Foto: Divulgação/ Internet

Pessoas com doenças provocadas por úlceras varicosas têm a pele afetada por grandes feridas, e precisam de limpezas e curativos constantes. Alguns destes pacientes em Caxias do Sul são cadastrados no programa do Governo Federal para receber o kit de higienização. No entanto, desde agosto de 2019, não recebem todos os produtos e precisam comprar com o próprio dinheiro.

Um destes pacientes é Nilson Tadeu Domingos, morador do bairro Floresta. Ele procurou a Rádio Caxias para receber mais informações sobre a falta destes medicamentos, já que segundo a Secretaria de Municipal da Saúde, a reposição seria feita no dia 15 de março. Entretanto, ele segue sem receber o kit completo.

Nilson tem 57 anos, e explica que ele foi diagnosticado há dois anos com a doença, que geralmente aparece após os 50 anos de idade. Ele é atendido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por um médico vascular que o orientou, para não perder o membro, utilizar produtos oriundos do programa governamental.

Neste kit vem o alginato de cálcio, similar a uma rede, que é posta em cima do ferimento; um creme de barreira para também coibir a expansão da ferida; além de soro fisiológico, gaze e outros produtos que auxiliam na limpeza do local. Nilson também recebe um auxílio de R$ 1.040 para custear as despesas.

Entretanto, desde novembro de 2019, a Secretaria de Saúde disponibiliza apenas os produtos de limpeza. Já o alginato e o creme ele precisa comprar. De acordo com o paciente, uma caixa com dez redes de alginato custa R$ 230, e o creme de barreira sai por R$ 80.

A compra gera um custo de mais de R$ 700 mensais, mais as despesas pessoais, e por isso ele está com dificuldades em se manter. Por isso, Nilson cobra respostas sobre a falta destes produtos na rede básica de Caxias do Sul.

Nilson Domingos explica que o caso dele não é isolado, pois muitas pessoas em Caxias do Sul passam por este problema. Ele conta que no dia 12 de março ele ia ser internado para fazer uma raspagem na ferida, devido a uma infecção, mas isto não foi possível, pois o Hospital Geral estava com a capacidade total atingida. Segundo ele, o médico explicou na data que havia 60 pessoas na fila. Nilson diz que esta falta de raspagem acabou gerando outros problemas de saúde.

O paciente acredita que algumas pessoas estão sendo ajudadas por familiares ou até recebem valores suficientes para conseguir comprar os medicamentos necessários. Entretanto, assim como ele, há os pacientes que não têm condições financeiras, e por isso precisa dos produtos do SUS. Ele ainda está preocupado por ser grupo de risco durante esta pandemia de coronavírus.

A enfermeira e atual responsável pelo Programa de Lesões e Feridas no Município, Lucimara Biasio, comenta que foram recebidas as reposições destes produtos na última sexta-feira (22). Segundo ela, os materiais não vêm em kits, mas sim em barras, e são utilizados conforme a necessidade cada paciente. Lucimara explica que nem todos os medicamentos estavam em falta. Os recebidos já foram enviados para as UBSs, onde será feita uma triagem dos pacientes e verificadas as necessidades de cada um.

A enfermeira não soube informar o motivo da falta de produtos durante o período informado pelo reclamante. Segundo ela, o programa é federal, mas quem adquire e gerencia a quantidade de produtos é a Secretaria Municipal de Saúde.


Departamento de Jornalismo


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