Rádio Caxias

Notícias



CAXIAS DO SUL

Segurança 24/05/2019 | 12h08

Operação no Presídio Regional teve princípio de motim e tentativa de homicídio contra agentes da Susepe


Operação no Presídio Regional teve princípio de motim e tentativa de homicídio contra agentes da Susepe
Parte do material apreendido durante a revista no Presídio Regional. Foto: Edgar Vaz / Rádio Caxias

O resultado da operação pente pino que ocorreu no Presídio Regional de Caxias do Sul, a antiga PICS, no final da madrugada desta quinta-feira (23), está sendo mantida sob sigilo, sem que a SUSEPE apresente um motivo. A ação teve como alvo as galerias B e C, que ficam praticamente juntas, e que não eram revistadas há mais de dez anos.

No entanto, algumas informações vazaram. Como, por exemplo, a quantia de drogas apreendidas que chega a 3,8 kg, entre cocaína, maconha e crack. Dezenas de celulares, baterias e carregadores foram apreendidos com os detentos.

A investida não foi pacífica, como normalmente ocorre. Quando o Grupo de Ações Especiais (GAES) da Susepe invadiu o presídio, com o apoio de policiais civis, enfrentou resistência em uma das celas. Dois detentos se amotinaram e enfrentaram os agentes. Armados com duas facas artesanais, uma com 47cm de lâmina e outra com 50cm, eles tentaram atingir dois integrantes do GAES, mas acabaram dominados e desarmados.

Além das lâminas, foram apreendidos na cela um serrote e uma faca de cozinha, além de drogas e celulares. Indagado sobre o fato, o delegado Rodrigo Kegler Duarte, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP), confirmou que foi feito o registro da ocorrência na tarde desta quinta, com instauração imediata do inquérito, onde uma das vítimas já foi ouvida. O segundo agente alvo da tentativa de homicídio será ouvido posteriormente. O nome dos apenados não foi divulgado.

A reportagem da Rádio Caxias tentou entrevistar o delegado Marco Ariovaldo, que é o titular da 7ª Delegacia Regional Penitenciária, mas foi orientada a entrar em contato com a assessoria de imprensa da Susepe, em Porto Alegre. O contato foi feito via WhattsApp, mas o assessor de imprensa Paulo Bogado não havia respondido ao contato até o fim da manhã desta sexta (24).

Entre as questões que necessitam de explicação está o fato de que, em apenas um local do presídio, que não era revistado há uma década, estavam quase 4kg de drogas, dezenas de celulares e armas brancas com meio metro de lâmina.


Departamento de Jornalismo






Em breve
Nenhum jogo no momento.