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CAXIAS DO SUL

Operação Hipo 24/11/2021 | 19h55

MP denuncia 10 pessoas por abate e comércio ilegal de carne de cavalo em Caxias do Sul


MP denuncia 10 pessoas por abate e comércio ilegal de carne de cavalo em Caxias do Sul
Foto: MP-RS/Divulgação

O Ministério Público (MP-RS) denunciou à Justiça dez pessoas pelo abate e comércio ilegal de carne de cavalo imprópria para consumo em Caxias do Sul. Para o MP, oito integravam organização criminosa, estavam envolvidos de adulteração de produtos alimentícios e tornavam os mesmos nocivos à saúde. Os proprietários da Natural Burguer e da Mírus Burguer são os dois últimos denunciados, sendo que o Ministério indicou crime contra as relações de consumo.

Segundo o órgão, entre os demais, um era responsável pela compra dos animais, abate ilegal, descarte de carcaças e desossa. Ademais, o pai dele auxiliava na retirada dos ossos da carne e era dono da chácara para onde os equinos eram levados. No local, também foram encontrados 280 kg de produtos lácteos vencido. Uma mulher, da mesma família destes dois, ajudaria na venda dos iogurtes e das geleias impróprias e receberia caminhões que transportavam os cavalos na própria casa.

O idealizador do empreendimento criminoso, segundo o Ministério Público, também ajudava na desossa, armazenava e fazia moagem das carnes na própria residência. Ele ainda faria a venda com o apoio da esposa, responsável por receber os pedidos de cortes e de guisado de cavalo e o dinheiro, que seria entregue ao marido. Foi denunciado também aquele apontado como principal comprador do esquema, que também atuaria como atravessador na relação com outros clientes. Este seria o responsável pelos pedidos, sempre de acordo com a demanda vinda dos restaurantes.

Estes são os apontados como integrantes da organização criminosa que foram presos na última quinta. Entretanto, o dono de uma hamburgueria clandestina é indicado como mais um participante do esquema e como parceiro do atravessador. Seria no estabelecimento irregular dele que os hambúrgueres e os cortes finais seriam confeccionados para a venda ao setor gastronômico da cidade. O último denunciado como integrante do grupo criminoso era funcionário do restaurante clandestino.

 Conforme o Ministério Público, dois dos presos na última semana pela Operação Hipo confessaram os crimes em depoimentos dos últimos dias. O órgão também revela que todas as amostras de carne coletadas na quinta-feira passada apresentaram DNA de cavalo. Em nota publicada, o promotor Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, revelou que foram encontrados microoganismos nocivos à saúde no material recolhido. O responsável pela Operação ainda frisou que "alguns hambúrgueres eram 100% carne de cavalo".


Departamento de Jornalismo






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