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CAXIAS DO SUL

Luto 16/11/2019 | 12h08

Morre a colunista social Werony dos Santos Sartori


Morre a colunista social Werony dos Santos Sartori
Foto: Renato Hubert/Acervo familiar

Aos 88 anos, morreu na sexta-feira (15), em Caxias do Sul, Werony dos Santos Sartori, uma das pioneiras do colunismo social da cidade e no Estado. O velório de Werony ocorre na capela C do Memorial São José de Caxias. Às 15h30 deste sábado (16) haverá cerimônia de despedida no Memorial Crematório.

No ano passado, por meio de uma reportagem no jornal Pioneiro, foi lembrada a passagem de seis décadas da estreia de Werony Sartori na crônica social do Rio Grande do Sul, ocorrida em 1958. A inclinação por escrever as impressões do cotidiano da cidade acompanhou a então estudante do Colégio São José desde a adolescência. Aos 15 anos, Werony, que utilizava o pseudônimo Mary Magda, escrevia cartas para revistas que incentivavam relacionamentos.

Em 1952 Werony casou-se com Nicolau Sartori. Em 1958, o casal assumiu a presidência do Clube de Cultura do Lyons Clube Caxias, o que oportunizou a Veroca, como era conhecida pelos amigos, a ganhar notoriedade como cronista. Aos 27 anos, ela organizava e divulgava eventos promovidos no Clube Juvenil e no Recreio da Juventude. Era o início de uma carreira que se estendeu até meados dos anos 2000 e que incluiu, entre outras atividades, noções de etiqueta para as debutantes do Juvenil.

Em 1958, Werony começou a enviar notas para a Rádio Caxias e para os periódicos da Cia Jornalística Caldas Júnior, de Porto Alegre. As informações, mesclando casamentos, aniversários e festas, passaram a ser assinadas por ela em 1961, quando a Caldas Júnior instituiu, por sugestão dela, a coluna ‘Folha da Tarde Interior’.

Na mesma época, Werony ampliou a atuação para além de Caxias e Porto Alegre. Por meio de uma entrevista com o empresário Ivo Rizzo, que assumiu a Sociedade Amigos da Praia de Torres (Sapt), conquistou a inédita condição de correspondente no Litoral durante a temporada de veraneio.

Em 1975, Werony foi contratada como colunista do semanário Jornal de Caxias, quando propôs a criação de um modelo de festa beneficente anual, que depois tornou-se o Troféu Caxias, realizado numa parceria com a antiga Rádio Princesa. O prêmio ganhou visibilidade estadual, sendo que a última edição ocorreu em 1996, mesma época em que Werony deixou de atuar como colunista social do jornal Pioneiro.

O colunista social João Pulita conviveu com Werony, e conta que ao lado de Teresinha Pretto Serafini, ela desenvolveu muitos projetos de assistência, os quais ajudaram muita gente. Ele revela que recebeu com grande tristeza a notícia do falecimento de Werony, que ele define como uma personalidade e um ser humano de alma generosa.

Werony dos Santos Sartori deixa os filhos Ricardo dos Santos Sartori, Kátia Sartori Rech, Rachel Sartori Gazzola e Alexandre dos Santos Sartori, além de oito netos.


Departamento de Jornalismo


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