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Mais cara 27/10/2021 | 09h25

Litro da gasolina chega a R$ 7,00 e afeta motoristas e prestadores de serviços em Caxias do Sul


Litro da gasolina chega a R$ 7,00 e afeta motoristas e prestadores de serviços em Caxias do Sul
Foto: Marcelo Oliveira/ Rádio Caxias

Esta terça-feira (26) marcou a efetivação de mais uma elevação de preços dos combustíveis, com altas de mais de 7% na gasolina e que supera os 9% no diesel. Em 2021, a gasolina acumula encarecimento de 73,4% nas refinarias, enquanto que o diesel já subiu 65,3%. O último reajuste se justifica pela valorização do petróleo, com demanda crescente no mercado internacional, e também pela disparada do Dólar frente ao Real. Todo este quadro acaba influenciando nas bombas de postos caxienses, que vendiam gasolina comum entre R$ 6,59 e R$ 6,99 nesta terça. Já o Diesel variava entre R$ 4,79 e R$ 5,17 nos locais pesquisados.

Embora a alta dos combustíveis seja de impacto geral, as categorias que têm nos veículos a ferramenta de trabalho são as que primeiro sentem os efeitos do aumento de custos./ Portanto, são comuns as semelhanças nas reclamações de diferentes tipos de trabalhadores que trafegam pelas ruas e estradas. A reportagem consultou um motorista de aplicativo, um transportador e um caminhoneiro autônomo. Diante da escalada dos combustíveis, todas as três categorias têm redução em número e nos rendimentos dos que permanecem nos ramos.

O motorista de aplicativo Anderson Silva considera que o serviço tem se inviabilizado e estima que a classe saiu da faixa de 4 mil profissionais para a casa dos 2 mil. Acrescenta que a desistência ocorreu em maior volume após a última alta, aplicada no dia 09 deste mês, projetando novo forte abandono do serviço com o novo anúncio da Petrobras. Segundo ele, a categoria já obteve 50% de lucro, apontando que atualmente os motoristas obtêm entre 20% e 30% do que recebem.

Já o transportador Luiz Lima afirma que a renda média do setor fica abaixo da metade daquela anterior à pandemia. Ele conta que há sensação de desorientação, pois os aumentos de custos são tão seguidos que não podem ser repassados aos clientes, em um cenário que estaria gerando debandada da área. Para Lima, o trabalho de transporte de passageiros não vem compensando.

O caminhoneiro Anderson Ferreira Barreto expõe que a categoria vive receosa há quase dois anos e que a notícia de mais uma elevação de preço do diesel tornou o quadro assustador. Ele explica que os caminhões costumam fazer de um a três quilômetros por litro, expondo a indignação com o valor do combustível. Com este panorama, Barreto pondera que tira vantagem quem pode permanecer parado. Aludindo a possível greve, o trabalhador coloca-se favorável, analisando que a situação atual é insuportável.

O caminhoneiro Anderson Ferreira Barreto, o transportador Luiz Lima e o motorista Anderson Silva afirmaram que mobilizações e atos de protesto estão em discussão. Ainda assim, pelo relato dos profissionais, parece ainda não haver definição.


Departamento de Jornalismo


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