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CAXIAS DO SUL

Economia 14/07/2020 | 16h22

Levantamento de junho volta a apontar quadro de dificuldades no setor metalmecânico da Serra


Levantamento de junho volta a apontar quadro de dificuldades no setor metalmecânico da Serra
Foto: Divulgação

O Sindicato das Indústrias Metalúrgicas Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul e região realizou uma nova pesquisa para analisar a progressão dos efeitos da pandemia do coronavírus nas empresas associadas. O objetivo é obter informações para nortear as ações da entidade e prestar auxílio aos empreendimentos diante do cenário que se apresenta.

O 3º Levantamento dos Impactos do Covid-19 nas empresas dos setores Metalmecânico, Eletroeletrônico e Automotivo foi enviado por e-mail, com 315 participações. Assim como nas pesquisas anteriores, mais de 60% das empresas consultadas pertencem ao setor metalmecânico. Em seguida aparecem os segmentos automotivo (9%), de eletroeletrônica (9%) e de ferramentaria (6%) – outros setores somam 8%.

Os números mostram que a situação geral segue delicada: quase 50% das empresas de Caxias do Sul, Garibaldi, Farroupilha, Flores da Cunha, Veranopólis, São Marcos e Carlos Barbosa informaram queda nos negócios. Considerando o total de respondentes, mais de 70% registram algum tipo de redução na demanda. A maior parte das empresas consultadas (251) teve queda no faturamento, sendo que 76% acumulam quedas de até 50% em relação ao período anterior à pandemia.

Conforme explica a diretora executiva do Simecs, Daiane Tomazzo, das nove empresas que registraram aumento no faturamento, a maior parte (67%) alcançou o acréscimo no indicador de até 25%. Apenas uma empresa apresentou aumento na faixa entre 76% a 100%. A dirigente explica que a maioria dos empresários tenta manter os funcionários: 44% estão estáveis, enquanto 9% informam ter novas contratações e 47% das empresas consultadas (148) demitiram parte do quadro funcional.

Entre as empresas consultadas que fizeram desligamentos, a maioria (77%) realizou até dez demissões e 15% ficaram na faixa entre 11 a 30 dispensas; 7% demitiram mais de 50 trabalhadores. A diretora do Simecs comenta também que não há consenso quanto ao retorno à situação anterior ao Covid-19. No entanto, ela destaca que quase metade das empresas espera retornar aos patamares pré-crise entre julho e dezembro deste ano, enquanto pouco mais de 40% preveem a retomada apenas em 2021. Além disso, 11% não acreditam numa retomada nos próximos nove meses.


Departamento de Jornalismo


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