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Mercado 22/02/2020 | 11h41

Inflação e cesta básica seguem com movimento de alta em Caxias


Inflação e cesta básica seguem com movimento de alta em Caxias
Foto: Divulgação/ Internet

A cesta básica caxiense está avaliada em R$ 902,61, valor que equivale a mais de 86% do atual salário mínimo. O crescimento do preço dos produtos entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020 foi de 0,83%.

Dos 47 artigos que compõem a cesta, 32 tiveram aumento. Baixas nos preços foram verificadas em 11 produtos. A área de higiene pessoal foi a que mais influenciou no movimento de alta, com o encarecimento mais acentuado do absorvente externo, do papel higiênico e do creme dental. Estes foram acompanhados da laranja e do detergente líquido entre as principais valorizações do grupo.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Caxias do Sul indica que a inflação teve um avanço de 0,63% em janeiro. Assim, o indicador atingiu um acumulado de 5% nos últimos 12 meses. No mês anterior o resultado havia ficado em 4,76%.

O IPC é formulado com o estudo sobre as variações de 320 itens. Desta amostragem, 131 artigos ficaram mais caros, outros 74 tiveram desvalorização e 115 produtos mantiveram a mesma precificação. As informações foram levantadas pelo Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais (Ipes) da Universidade de Caxias do Sul (UCS).

Apesar destes dados, a expectativa é que a inflação seja controlada nos próximos meses, e fique dentro da meta estabelecida. Além disso, a taxa de juros do Banco Central em níveis baixos e a ampliação do nível de crédito são vistas como indícios de crescimento econômico. A esperança é de que isso ocorra a partir do segundo semestre deste ano.

Entretanto, há atenção em cima do dólar. A moeda americana fechou esta semana avaliada em R$ 4,39. A alta cotação em relação ao real deve fazer com que insumos para a indústria, o combustível e produtos derivados do trigo fiquem mais caros.

Um dos economistas do Ipes, Mosar Leandro Ness, comenta que o consumidor vai sentir os efeitos da tendência, principalmente, na padaria. Ele prevê aumentos de valor em massas, pães caseiros e no pão francês. No entanto, reconhece que o preço deste último vem variando, com uma política de descontos costumeira entre os estabelecimentos do setor. Mosar ainda atenta para a possibilidade de as carnes serem afetadas pelo dólar.

A possível alta das carnes se deve à demanda dos países asiáticos. A crise gerada pelo coronavírus afetou o volume de exportações para aquele continente, que é um dos principais compradores do Brasil.

No entanto, há a expectativa de que, assim que a questão se estabilize, a economia da China volte a ter forte crescimento, puxando os demais países da Ásia. Isso deve beneficiar a venda de carnes brasileiras, tendo como efeito um reajuste de preços no mercado interno.
 


Departamento de Jornalismo


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