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Saúde 15/01/2021 | 14h31

Infectologista ressalta que as vacinas contra a Covid-19 são extremamente seguras


Infectologista ressalta que as vacinas contra a Covid-19 são extremamente seguras
Foto: Divulgação/ Internet

A vacina tem mudado a história da civilização desde o Século 18. Doenças como poliomielite, tétano, coqueluche, sarampo, gripe e febre amarela são exemplos que podem ser prevenidas pela vacinação. A varíola foi a primeira enfermidade erradicada por meio de um imunizante. 

E a história será mudada novamente em 2021 por meio de vacinas que previnem o Covid-19. Segundo a infectologista Andréa Dal Bó, integrante do Comitê Covid da Sociedade Riograndense de Infectologia, a vacina é uma importante forma de imunização ativa, ou seja, que estimula o organismo a produzir anticorpos. 

Por meio do medicamento é introduzido o agente causador da doença ou substâncias que esses agentes produzem no corpo de uma pessoa de modo a estimular a produção de defesas pelo sistema imunológico. Como todo remédio, pode ter efeitos colaterais, mas nenhum efeito grave. 

Andréa Dal Bó explica que a vacina é um meio seguro de garantir a prevenção contra o coronavírus. A CoronaVac (Instituto Butantan-SP e farmacêutica chinesa Sinovac) utiliza a mesma plataforma da influenza, uma tecnologia já utilizada no planeta. Já a base da AstraZeneca (Fundação Oswaldo Cruz-RJ e consórcio AstraZeneca/Oxford) é mais recente, foi criada há dez anos e adaptada para combater o coronavírus. 

Nesta semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou que deve discutir no próximo domingo (17) os pedidos de autorização para uso emergencial das duas vacinas e definir sobre as solicitações. Segundo Andréa Dal Bó, não há necessidade de ter receio quanto aos imunizantes.

No Brasil, o chamado movimento antivacina não é tão forte como na Europa, cita a especialista. A questão fundamental, inclusive já abordada pela Sociedade Brasileira de Imunização, é a desinformação a ser combatida. Andréa Dal Bó comemora que a adesão à vacinação é maior do que a rejeição, e cita que houve confusão com relação à eficácia da CoronaVac, primeiramente divulgada em 78%, depois em 50,4%.

O Ministério da Saúde informou na quarta-feira (13) que a imunização contra o coronavírus deverá começar simultaneamente em todos os Estados. As vacinas serão distribuídas assim que a Anvisa validar o uso emergencial, o que pode acontecer no próximo domingo.

As primeiras doses a serem distribuídas serão de vacinas importadas: 6 milhões da CoronaVac e 2 milhões de doses da AstraZeneca. Por acordo de transferência de tecnologia, tanto a Fiocruz quanto o Instituto Butantan vão produzir doses da vacina para dar continuidade ao plano nacional de imunização.


Departamento de Jornalismo


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