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Reunião-almoço 05/10/2021 | 10h09

Executivo da Anfavea divulga oportunidade única de investimentos no Brasil para desenvolver a indústria automotiva


Executivo da Anfavea divulga oportunidade única de investimentos no Brasil para desenvolver a indústria automotiva
Foto: Antônio Calcagnotto

Enquanto a Europa, os Estados Unidos e a China têm definições sobre controle de emissões de dióxido de carbono (CO2) e de que estão apostando nos veículos eletrificados para que isso aconteça, o Brasil tem uma página em branco, gerando incógnitas no setor automotivo. Sugestões de investimentos que podem ser feitos para desenvolver a cadeia produtiva foram apontadas pelo palestrante da reunião-almoço da CIC Caxias na segunda-feira (04).

Falando com o tema "Indústria automotiva: rotas para reduzir níveis de CO2 até 2030 e o case Audi Brasil", o caxiense Antonio Prataviera Calcagnotto, que é vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e diretor de Assuntos Institucionais, Governamentais e de Sustentabilidade da Audi Brasil, fez algumas considerações pertinentes.

Ele prevê investimentos de R$ 150 bilhões para que o setor de eletrificação automotiva seja desenvolvido no Brasil, com base num estudo encomendado pela Anfavea. Produção de peças, automação, reflexo sobre combustíveis e aporte em infraestrutura foram alguns dos pontos abordados pelo executivo. Estímulos governamentais também são fundamentais para que o cenário de desenvolvimento seja favorável.

Calcagnotto citou que o País é o 8º maior produtor de automóveis do mundo (2,7 milhões de unidades ano, sendo que a capacidade instalada é de 5 milhões/ano) e o 4º maior produtor de caminhões. Nesse contexto, o palestrante defendeu que o caminho, apesar das indefinições brasileiras, é a eletrificação, tendo em vista que as montadoras têm optado por uma convergência global nesse sentido, nos veículos leves.

Sobre a Audi, que pertence ao grupo VW, Calcagnotto citou que até 2025 serão lançados 30 novos modelos elétricos; em 2026 será produzido o último modelo a combustão; e em 2050 a empresa será considerada carbono neutro, sem emissões no processo fabril.

Antes da palestra, o presidente da CIC, Ivanir Gasparin, convidou a todos para a 30ª edição da Mercopar, que ocorre entre terça (05) e quinta-feira (07) no Parque de Eventos da Festa da Uva.


Departamento de Jornalismo


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