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CAXIAS DO SUL

Economia 19/08/2019 | 12h48

Estudo aponta que busca pelo primeiro emprego formal está mais difícil em Caxias


Estudo aponta que busca pelo primeiro emprego formal está mais difícil em Caxias
Foto: Divulgação

O Observatório do Trabalho da Universidade de Caxias do Sul (UCS) divulgou, na última semana, o Boletim Juventude e Mercado de Trabalho 2019. Com base nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2017, o levantamento analisa o perfil de participação laboral dos jovens. O estudo apontou para um agravamento da permanência desse público no mercado de trabalho.

Em 2017, foram registrados 155 mil trabalhadores em Caxias do Sul. Desses, 49 mil era jovens de até 29 anos. Nessa faixa etária, o número de vínculos formais vem caindo desde 2012 no município, e isso se repete nas esferas estadual e nacional. Segundo a coordenadora do Observatório, Lodonha Coimbra Soares, a variação negativa é maior entre os adolescentes com até 17 anos, chegando a 28% sobre o ano anterior.

Apesar do setor da Indústria de Transformação ser considerado a maior participação em quase todas as faixas etárias, o comércio e os serviços de reparação de veículos e motocicletas representam oportunidade de primeiro emprego formal para jovens na faixa de até 17 anos.

Para a pesquisadora, quem busca o primeiro emprego está mais vulnerável a ser desligado, embora o jovem nessa idade seja considerado uma mão de obra mais barata ao empregador. Lodonha concorda que, em tempos de crise, a qualidade da formação profissional é decisiva para ser competitivo.

Outros fatores contribuem para essa retração. Entre eles, o envelhecimento populacional. O aumento da escolaridade também provoca a redução, pois, nesse caso, há um atraso no ingresso do jovem no mercado de trabalho. Além disso, contribui ainda a migração do jovem para a informalidade, ou seja, o trabalho autônomo ou por conta própria.


Departamento de Jornalismo


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