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Infraestrutura 21/08/2019 | 09h07

Estado confirma planejamento para concessão do Aeroporto Hugo Cantergiani


Estado confirma planejamento para concessão do Aeroporto Hugo Cantergiani
Foto: Leonardo Portella/Divulgação

O Governo do Estado do Rio Grande do Sul já estuda a concessão do Aeroporto Regional Hugo Cantergiani. Representantes do Piratini e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) teriam tratado do tema em reunião ainda na última sexta-feira (16). A agenda era voltada para o planejamento de parcerias público-privadas (PPPs) a serem promovidas pelo Estado, englobando rodovias e hidrovias gaúchas, além das instalações aeroportuárias.

Além do Aeroporto de Caxias do Sul, as unidades de Passo Fundo, Santo Ângelo e Rio Grande também poderiam ser privatizadas. A possibilidade deve ser estudada em conjunto com a diretoria de desestatização do BNDES, que solicitou o encaminhamento de dados sobre os mesmos. Uma pesquisa sobre a malha aérea também vai ser precisa para o desenvolvimento do projeto.

A possibilidade de concessão dos empreendimentos teria sido acatada como uma alternativa após um encontro do Governo Estadual com representantes do grupo MobiCaxias. O Piratini avaliou positivamente as opções que a estrutura do Hugo Cantergiani permite. Conforme informações, a instalação precisaria de um alargamento de pista e de melhorias no terminal e no pátio de aeronaves.

As obras necessárias são consideradas simples, principalmente se comparadas com a complexidade da construção de um novo aeroporto. Isso pesa, pois há o entendimento do Governo e do empresariado local de que novos acessos aeroviários são essenciais para a Serra Gaúcha.

O secretário Extraordinário de Parcerias do Estado, Bruno Vanuzzi, lista os obstáculos a serem vencidos para a criação de uma nova unidade aeroportuária na Região. Ele exemplifica, citando o licenciamento, a escolha do local das edificações e prazos para a conclusão de obras, lembrando também da competição entre Caxias do Sul e Canela.

Ele pontua ainda que a entrega de um novo aeroporto não deve ocorrer em curto ou médio prazo, destacando que a estrutura deve levar mais de cinco anos para entrar em funcionamento. Vanuzzi considera também que a Serra não pode ficar parada, ressaltando a necessidade de melhores opções de acesso aéreo, e frisa que a modernização do Hugo Cantergiani poderia conter o que classifica de “demanda reprimida” por cerca de uma década.

O Piratini aguarda a aprovação do BNDES para que os estudos para uma licitação sobre os aeroportos regionais do interior possa ser lançada. A Secretaria Extraordinária de Parcerias espera que o trabalho possa se iniciar ainda neste ano, e que a seleção de uma concessionária seja aberta até 2021. Entretanto, a expectativa da pasta é que o processo seja publicado no segundo semestre de 2020.

O secretário Bruno Vanuzzi reconhece que o panorama atual não seria adequado para a construção de duas estruturas aeroportuárias na Serra Gaúcha. Ainda conforme o posicionamento dele, os aeroportos de Vila Oliva e Internacional de Canela não parecem contar com recursos federais disponíveis no curto prazo, e defende que o quadro faz com que a qualificação do Hugo Cantergini seja priorizada.

Vanuzzi também se posicionou sobre as cobranças do Município por repasses estaduais para a desapropriação de terras e desenvolvimento do projeto da instalação em Vila Oliva. Conforme a manifestação, o Governo teria de entender qual seria o papel de cada uma das três esferas no mesmo.

Além disso, o secretário destacou que o compromisso de investimento na obra foi firmado em outro momento econômico. Dadas as novas circunstâncias do Rio Grande do Sul e do País, uma reavaliação é necessária para o financiamento. No entanto, o encaminhamento destas verbas não estaria descartado.


Departamento de Jornalismo


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