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CAXIAS DO SUL

Saúde 20/01/2021 | 15h19

Especialistas ressaltam que início da vacinação não descarta protocolos de proteção contra o coronavírus


Especialistas ressaltam que início da vacinação não descarta protocolos de proteção contra o coronavírus
Foto: Divulgação/ Internet

Se por um lado a vacinação contra a Covid-19 — que começou nesta terça-feira (19) em Caxias do Sul —  traz alívio, por outro pode provocar um efeito rebote, ao dar a falsa sensação de que os protocolos de saúde podem ser abandonados. Por isso, desde já os especialistas têm esclarecido que é preciso avaliar os efeitos da vacina sob a doença a longo prazo, e que não há solução mágica para a pandemia. 

Andrea Dal Bó, médica e membro da Sociedade Riograndense de Infectologia, corrobora a informação e explica que não é possível estimar um percentual exato de pessoas a serem imunizadas para garantir a 'erradicação' do vírus. Anteriormente, especulava-se algo em torno de 70%, mas este percentual tem sido revisto. 

Até porque, nenhuma vacina é estelirizadora, ou seja, diminui a carga viral, garante a médica. Portanto, ela adverte que medidas não farmacológicas como o uso de máscaras e do álcool gel ainda continuam sendo necessárias, e por muito tempo. 

A imunização de rebanho por meio de vacina é o primeiro passo para o controle da pandemia. No entanto, é preciso observar o impacto que a vacina terá na redução da circulação viral, pois os especialistas não dispõem desta resposta e isso se aplica a todas as vacinas desenvolvidas.

Inclusive, o indíce de eficácia de uma vacina é o que determina o contingente de pessoas a serem imunizadas. No caso da Coronav ele é bom, mas o número de cidadãos a serem vacinados é maior em comparação às vacinas produzidas pela Pfizer e Moderna, arremata Dal Bó.

Já a médica infectologista, Lessandra Michelin assegura que a vacinação é mais uma arma no combate à doença. Ela complementa dizendo que, a médio prazo, espera-se uma diminuição no quadro de internações em decorrência da Covid-19. 

Entretanto, a médica também pondera que será preciso avaliar a taxa de adesão à campanha de vacinação. Ela ressalta que a intenção é atingir percentuais em torno dos 70%, a fim de garantir o controle da pandemia, e isso se não houver mutações significativas do vírus. 

Vale lembrar que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em dezembro passado, que a vacinação contra a Covid-19 é obrigatória, embora isso não signifique imunização à revelia. Todavia, em caso de recusa, o cidadão pode sofrer sanções administrativas, como limitações de acesso a programas federais e outras medidas restritivas. 

 


Departamento de Jornalismo


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