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Modificações 11/07/2019 | 18h48

Empresários e sindicalistas divergem sobre aprovação da Reforma da Previdência


Empresários e sindicalistas divergem sobre aprovação da Reforma da Previdência
Foto: Agência Brasil

Foi aprovada em primeiro turno nesta quarta-feira (11), na Câmara dos Deputados, a proposta da Reforma da Previdência. Sem nenhuma abstenção, 379 deputados votaram favoráveis a e 131 contrários a emenda constitucional. O objetivo da medida é conter gastos para reverter os deficit das contas públicas federais. Mudanças nas idades e períodos de contribuições dos trabalhadores estão no projeto aprovado, e isso tem causado discordâncias. O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) no Estado, Guiomar Vidor, entende que a reforma no setor de previdência não é a opção correta para o reajuste da economia brasileira.

Vidor ressalta que reformar a previdência dos trabalhares é um malefício para a sociedade. Na visão dele, modificar a aposentadoria não trará auxílios à economia, pois o setor financeiro continuará igual. O sindicalista acredita que, para alavancar a economia, o correto seria fazer uma reforma tributária.

Já o presidente da Câmara de Indústria Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), Ivanir Gasparin, analisa como positiva a aprovação da reforma. Segundo ele, o Estado tem que voltar a investir no desenvolvimento do País, e não apenas se deter a pagamento de funcionários. Para isso, precisa que a economia seja alavancada, o que deve acontecer a partir da aprovação da reforma.

Gasparin usa o Rio Grande do Sul como exemplo da necessidade de ajustar a previdência. Ele afirma que a maior parte do valor arrecadado pelo Estado vai para o pagamento das despesas com funcionários e aposentadorias. Segundo ele, o Estado deve voltar a olhar para os moradores e investir em infraestrutura. O empresário também acredita que novas reformas em outros setores devem ser feitas, já que o governo recebeu retorno positivo dos deputados.

O texto da Reforma da Previdência ainda deve ser analisado em um segundo turno pela Câmara, e passar também pelo Senado.


Departamento de Jornalismo


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