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Discussão 02/03/2021 | 12h56

Eduardo Leite critica declarações de Bolsonaro e afirma que presidente é responsável pelo alto número de mortes da pandemia


Eduardo Leite critica declarações de Bolsonaro e afirma que presidente é responsável pelo alto número de mortes da pandemia
Foto: Governo do Estado/ Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou via redes sociais que o Governo Federal encaminhou repasses multibilionários para o enfrentamento da pandemia pelos estados brasileiros. Ao Rio Grande do Sul, o chefe do Executivo Nacional afirma que foram encaminhados quase R$ 41 bilhões para o que citou como “saúde e outros”.

As alegações causaram revolta entre governadores, dentre os quais Eduardo Leite (PSDB). Do Piratini saiu resposta em transmissão e coletiva de imprensa, na qual Leite explicou que a maior parte do montante exposto por Bolsonaro é de repasses obrigatórios. São verbas próprias do caixa gaúcho e que são enviadas pela União por conta do formato do regime tributário, e não seriam nada mais do que o dever.

O tucano reconheceu que houve repasses. O encaminhamento mais significativo é referente à Lei Complementar 173, de socorro às unidades federativas pela queda na arrecadação. Esta normativa foi criada por iniciativa do Congresso Nacional e visa a garantia do custeio de serviços públicos. Com suspensão de dívidas, reposição das finanças, emendas parlamentares, auxílio para Saúde e Lei Aldir Blanc, o Rio Grande do Sul recebeu cerca de R$ 3 bilhões a mais que o previsto.

Eduardo Leite começou a transmissão desta segunda explicando o objetivo da mesma, uma prestação de contas sobre os repasses federais. O governador acrescentou que a ação foi necessária por conta das mentiras patrocinadas oficialmente pelo Governo de Jair Bolsonaro.

Ele apontou que a intenção da emissão de informações distorcidas é feita para causar confusão, a exemplo da propaganda pelo uso de drogas sem eficácia comprovada contra a Covid. O governador do Rio Grande do Sul expôs descontentamento com a postura do presidente no período mais grave da crise sanitária, e a necessidade de desmentir Bolsonaro.

Em outro trecho da transmissão, Eduardo Leite comentou que os governadores não criticam os repasses, mas a falta de alinhamento político para o enfrentamento da pandemia. Avaliou que o Mundo enfrenta uma guerra contra o vírus, mas que o Brasil ainda precisa enfrentar as “narrativas” criadas pelo Governo Federal.

Leite ainda pontuou que, ao gerar confusão na população, Jair Bolsonaro se tornou responsável pelos altos números de mortes. Ele acusou o presidente da República de desumanidade, egoísmo e de irresponsabilidade, reforçando que Bolsonaro tem culpa pelas milhares de mortes diárias decorrentes da pandemia.

Segundo o Governo Estadual, o acumulado dos repasses para a área da saúde representa cerca de R$ 826 milhões. Eduardo Leite garantiu a aplicação do montante no reforço da estrutura do Rio Grande do Sul. Além disso, o Piratini também frisa que os valores destinados para a recomposição das contas do Estado foram utilizados para a manutenção de serviços básicos à população.

Outro posicionamento bastante contundente da transmissão desta segunda-feira foi a cobrança pelas vacinas. Houve forte crítica sobre a demora da União em adquirir doses e também no recorrente incentivo bolsonarista ao descrédito dos imunizantes. Leite frisou que a vacina é a única forma de “parar o vírus” e que sem a cobertura adequada, a única forma de evitar o salto de óbitos é o controle da circulação social, o que afeta a economia.


Departamento de Jornalismo


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