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CAXIAS DO SUL

Estabilização 30/05/2020 | 15h08

Economista espera redução de empregos menos drástica nos próximos meses


Economista espera redução de empregos menos drástica nos próximos meses
Foto: Divulgação

O mês de abril foi o pior da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que se inicia em 2004. O Observatório do Trabalho da Universidade de Caxias do Sul (UCS) lamenta o resultado, já que este quebrou um movimento de melhora nos índices de empregabilidade. Os dois primeiros meses deste ano vieram com crescimentos na abertura de postos de trabalho, após o final otimista de 2019.

Ainda segundo o Observatório, o comércio é o setor mais atingido, seguido do ramo de serviços e da indústria, que fica na terceira posição no índice de demissões. De 5 mil desligamentos de trabalhadores formais, o número pode saltar para aproximadamente 6 mil se somada a área informal, segundo os pesquisadores da UCS.

Entretanto, existe a esperança de que os próximos meses apresentem estabilidade. A coordenadora do Observatório do Trabalho explica que a atual avaliação é de que abril tenha sido o pior período para o mercado. Lodonha Maria Soares detalha que não se aguarda uma recuperação nas admissões, mas uma queda no movimento de demissões.

No entanto, a economista adianta que o desempenho futuro está relacionado ao avanço da Covid-19. Ela pontua que a escolha das políticas diante do momento e a possibilidade de novos surtos são fatores que podem interferir nas projeções.

Mesmo com a possível redução nas curvas de novos infectados pelo vírus e de desempregados, a tendência é de que a recuperação do quadro seja lenta. Lodonha Maria Soares recorda que a última virada de ano ocorreu com boas perspectivas, e que o Brasil iniciava recuperação da crise de 2014.

No entanto, ela classifica a chegada da pandemia ao País como um grande tombo na escalada que vinha se dando. A pesquisadora destaca o imediatismo da opção pelos desligamentos no Brasil, afirmando que a reposição só ocorre quando há a retomada do consumo.

Diante do comportamento dos índices de demissões, Lodonha Maria Soares elogia as opções tomadas pelo governo da Argentina. Ainda em 31 de março a Casa Rosada publicou decreto proibindo as demissões. A economista considera importante o auxílio emergencial que tem sido concedido pelo Governo brasileiro, mas lembra que o mesmo é temporário. A coordenadora do Observatório do Trabalho defende que se deve considerar ampliar a continuidade do programa.

A professora Lodonha ainda prega atenção para os resultados dos regimentos de suspensão de contratos e de pagamentos parciais dos salários por parte das empresas. Há expectativa de que estas alternativas auxiliem na estabilização no número de desempregados.


Departamento de Jornalismo


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