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Trânsito 08/01/2021 | 16h44

Detran pretende aumentar fiscalização contra condutores sem habilitação no Rio Grande do Sul


Detran pretende aumentar fiscalização contra condutores sem habilitação no Rio Grande do Sul
Foto: Divulgação/ Internet

Dados relacionados aos acidentes no tráfego gaúcho em 2019 foram lançados pelo Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran RS). Um dos destaques do material é a relação entre a falta da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e colisões graves. Entre os motociclistas envolvidos em acidentes com morte, 28% não tinham CNH. O mesmo índice entre condutores de veículos de quatro rodas ficou em 8%. Este levantamento contabilizou mais de 1,4 mil ocorrências fatais e que geraram número superior aos 1,6 mil óbitos. Neste escopo, 13% de todos aqueles que conduziam carros ou motocicletas não contavam com a adequada formação.

Além disso, chama a atenção a concentração das mortes no trânsito envolvendo os não habilitados. Mais da metade destes acidentes ocorreram em vias municipais, o que envolve, em grande parte, o perímetro urbano. Em segundo lugar vêm as rodovias estaduais, com cerca de 26% dos casos, que são seguidas pelas estradas federais. Assim como no registro do total de fatalidades de trânsito, as pessoas sem CNH envolveram-se em mais colisões entre sexta-feira e domingo. Os turnos da tarde e da noite foram os mais problemáticos.

Há preocupação por parte do Departamento Estadual de Trânsito, uma vez que pesquisa semelhante realizada em 2012 expôs cenário igualmente similar. Para isso, o órgão pretende reforçar a fiscalização, em uma preparação que envolve também a articulação junto a municípios. O coordenador da Assessoria Técnica do Detran RS comenta que o esforço de prevenção deve focar no álcool ao volante e nos condutores inabilitados.

Silvério Kist revela que estudos apontam que quase metade das ocorrências de trânsito fatais no Estado envolvem a falta de formação ou a direção sob efeitos de bebida alcoólica. Ele explica que isto faz com que se busque pelo apoio de todos os fiscalizadores. Todavia, reconhece que a melhora dos números depende de uma consciência geral da sociedade.

O coordenador do setor técnico do Detran considera que há uma sensação de impunidade sobre o delito da condução sem habilitação. Silvério Kist defende que o Judiciário precisa de maior rigidez nas penalizações relacionadas ao problema, inclusive para quem entrega veículos para pessoas sem CNH. Ele dugere um trabalho conjunto para que estas irregularidades no trânsito sejam coibidas pela fiscalização.

O Detran RS está enviando maiores dados para as prefeituras gaúchas. A intenção é alertar sobre o problema da circulação de condutores, de carros e motos, sem habilitação e alcoolizados. Além disso, o órgão tem trabalhado na capacitação de professores das redes de ensino públicas e privadas, com objetivo de que os mesmos atuem como “multiplicadores de informação”. Em paralelo, a Assessoria Técnica promete seguir acompanhando o comportamento do trânsito gaúcho e fazer da divulgação dos dados um foco de alerta para a população.


Departamento de Jornalismo


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