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Déficit 08/04/2021 | 11h23

Demanda por medicamentos do kit intubação ainda preocupa santas casas e hospitais filantrópicos da Serra


Demanda por medicamentos do kit intubação ainda preocupa santas casas e hospitais filantrópicos da Serra
Foto: Divulgação

Na medida em que a pandemia se agravou, começaram os relatos de desabastecimento de medicamentos do chamado "kit intubação", como sedativos e relaxantes musculares, em hospitais da Serra gaúcha. O aumento na demanda pelos insumos provocou uma corrida contra o tempo para a reposição do estoque.

Além dos hospitais de grande porte, equipados com UTIs, unidades de médio porte também sofreram o impacto, uma vez que começaram a dividir a tarefa de atender pacientes graves. Vale destacar que os centros de saúde de média complexidade enfrentam mais dificuldade de obter os insumos do que os hospitais de referência para terapia intensiva.

Além do forte aumento da demanda, com unidades lotadas e tendo que improvisar leitos, a rede de saúde passou a enfrentar também dificuldade para a aquisição dos produtos, que encareceram muito. Nesse ponto, a articulação política passou a ser uma alidada em busca de auxílio dos governos.

O diretor do Sindicato das instituições filantrópicas de saúde da Serra, Rogério Franklin da Silva, salienta que o panorama ainda é de dificuldade. Segundo ele, as remessas até agora encaminhadas pelo governo Federal são insatisfatórias, pois não chegam a durar uma semana nos hospitais.

Apesar de perceber uma leve queda na demanda por internações e na espera pelas vagas, que é uma notícia tranquilizadora, Franklin, que também é diretor do Hospital Comunitário São Peregrino Lazziozi, de Veranópolis, ressalta que o momento ainda é de atenção, pois o consumo dos medicamentos não baixou ao ponto de tranquilizar os gestores hospitalares.

Para contornar a situação, em busca de uma solução sustentável à escassez, a Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Rio Grande do Sul decidiu importar, pela primeira vez, lotes de, pelo menos, três dos fármacos mais utilizados. A compra conjunta de 900 mil ampolas deve ser feita de países como Índia e Turquia, e deverá chegar ao Estado entre 22 e 30 dias após a solicitação.

A possibilidade de importação desses medicamentos por hospitais e redes hospitalares foi permitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que publicou medidas regulatórias emergenciais nesse sentido, como forma de enfrentar a escassez dos fármacos. Todavia, formar a carteira de pedidos é uma tarefa complexa, uma vez que a grande demanda interna faz com que os estoques se esgotem rapidamente, sem contar os preços exorbitantes.


Departamento de Jornalismo


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