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Educação 26/09/2020 | 18h03

Declarações de Eduardo Leite repercutem e Cpers cobra planejamento e condições para trabalho


Declarações de Eduardo Leite repercutem e Cpers cobra planejamento e condições para trabalho
Foto: Cpers / Divulgação

Houve repercussão sobre os fortes posicionamentos em defesa da volta de aulas presenciais no Estado expostos por Eduardo Leite (PSDB) na última quinta-feira (24). Em transmissão de atualização do quadro da pandemia, o governador garantiu a segurança da retomada, apelou por apoio popular e de prefeitos e criticou a oposição ao movimento.

De forma indireta, o tucano rebateu campanha do Cpers Sindicato, ao afirmar que escolas fechadas não preservam vidas. A representação dos professores das escolas estaduais teve assembleia do conselho geral nesta sexta-feira (25). Conforme informação, os ânimos se inflamaram pelas declarações do chefe do Executivo gaúcho.

A vice-presidente do Cpers classifica a fala de Leite como absurda e irresponsável, recordando que o Rio Grande do Sul ainda conta com relevantes dados de mortes e de contaminados. Solange da Silva Carvalho reforça que escolas fechadas são vidas preservadas, ponderando que o ataque ocorreu pois o Piratini sabe que a campanha tem apoio da sociedade.

Ela frisa que a contrariedade ao retorno das classes presenciais gira entre 80% e 90% de pais e alunos, e considera que isto é reflexo do conhecimento da comum falta de estrutura e materiais dos colégios estaduais. Solange ressalta a falta de condições e prevê que estudantes podem se contaminar e levar a Covid-19 para as famílias.

Durante a transmissão desta quinta, Eduardo Leite discursou frisando a importância da educação para formação de cidadãos. Baseado neste valor é que o governador justificou a necessidade de retorno de professores e de alunos às salas de aula. Entretanto, a manifestação é questionada pelo Cpers Sindicato, sendo que a entidade não vê qualquer movimento do Estado pelo planejamento de recuperações no próximo ano letivo. A representatividade entende que a demanda se apresenta diante da parcela de alunos prejudicados pelo período de atividades remotas.

Solange da Silva Carvalho cobra tal preocupação por parte do Governo, condenando a posição de Eduardo Leite, que chegou a defender que as pessoas saíssem às ruas pela volta às escolas. Ela pontua que os pais dos estudantes da rede estadual se mantêm preocupados, muitos trabalhando e, outros tantos, desempregados. Analisa que a comunidade escolar está do lado do Cpers, pois há identificação na defesa da vida. A vice-presidente do Sindicato afirma que a gestão sempre esteve contra a educação, lembrando da reforma administrativa feita pelo atual Executivo do Estado.

Ainda como exemplo, a professora cita o processo de fechamento repentino da Escola de Ensino Fundamental Rio Grande do Sul, de Porto Alegre, que chegou a ser arrombada. Solange avalia que a máscara de Eduardo Leite caiu, e que ele adotou o tom das atitudes que o Governo sempre tomou. Ela aponta semelhança entre os discursos dos chefes dos executivos Estadual e Nacional.

O Cpers não crê nas promessas de segurança feitas pelo governador. A entidade questiona como as escolas vão garantir o afastamento e cumprimento dos protocolos de segurança por parte de todos os servidores e alunos. Além disso, há estimativa de que seria necessária a contratação de cerca de 4 mil profissionais até o dia 13 do próximo mês. É um prazo de 18 dias, contado este sábado (26) e os fins de semana. O Sindicato dos professores do Estado enfatiza que a cobrança da representação é por condições de trabalho aos servidores.


Departamento de Jornalismo


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