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Polêmica 27/02/2015 | 07h05

Cresce mobilização na internet contra manifestações de ódio de caxiense Gustavo Guerra


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Cresce mobilização na internet contra manifestações de ódio de caxiense Gustavo Guerra
Foto: Reprodução


Departamento de Jornalismo
Com a expansão dos conteúdos de caráter discriminatório contra mulheres, negros e outras etnias na internet, por um suposto grupo de neonazistas, do qual o caxiense Gustavo Rizzotto Guerra seria um dos integrantes, movimentos e lideranças na área dos direitos humanos de diversas regiões do País estão encampando mobilização para reivindicar a punição aos crimes virtuais.

O teor é alvo de novas denúncias encaminhadas à Polícia Federal, além de abaixo-assinados e manifestações públicas de ativistas da valorização de negros e mulheres. Um abaixo-assinado, organizado na internet, acumula mais de 1 mil assinaturas.

A página com o nome 'Denunciar o Nazista Gustavo Guerra', criada em 21 de fevereiro, já obteve quase 1,5 mil adesões em apenas cinco dias.  A organizadora da página, que preferiu não se identificar, relata que vem recebendo elevado número de denúncias de discriminação.

O andamento da investigação no Ministério Público Federal (MPF) e a divulgação dos atos racistas em série de veículos de comunicação não intimidam os criminosos.

Após o Facebook excluir quatro endereços virtuais que continham o depreciativo nome de 'Eu Não Mereço Mulher Preta', por conta da violação dos termos de uso, outras páginas com conteúdo semelhante vêm sendo sucessivamente elaboradas. Permanecem no ar vídeos no YouTube, postados por Guerra, de incentivo à legalização do estupro e a violência contra negros e a outros grupos sociais e étnicos.

Os supostos neonazistas também atuam em locais menos frequentados do ambiente virtual, os chamados chans, fóruns nos quais trocam informações sobre ideias vinculadas ao nazismo e outras teorias que depreciam mulheres e diferentes etnias.

Nesses locais, pode ser vista a tentativa de transformar Guerra em uma espécie de referência para os movimentos de neonazistas por meio das manifestações de outros simpatizantes do nazismo que frequentam o site. Frequentemente, Guerra é citado em supostos planejamentos de atentados, estupros e atos de violência contra representantes de movimentos sociais e críticos das páginas de teor nazista.

A organizadora da página 'Denunciar o Nazista Gustavo Guerra' teme que a instabilidade mental de Guerra possa gerar alguma ação de violência em ambientes públicos.

A advogada do Rio de Janeiro, ativista renomada de direitos humanos, Ludimila de Souza Cruz, publicou um vídeo no YouTube no qual repudia a postura da intolerância racial propagada pelos nazistas. Indignada, ela se dirige diretamente a Guerra, afirmando que ele merece ser punido.

Gustavo Guerra foi indiciado pela Polícia Federal ainda em junho do ano passado, por discriminação racial e apologia ao crime. O processo corre em sigilo de Justiça.

 


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