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UPA Central 23/01/2020 | 16h52

Conselho Municipal de Saúde cobra início do atendimento de pediatria na UPA Central


Conselho Municipal de Saúde cobra início do atendimento de pediatria na UPA Central
Foto: Alex Schneider/RádioCaxias

O Conselho Municipal de Saúde (CMS) se reuniu na terça-feira (22) e um dos temas da agenda foi a falta de pediatria na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central. Segundo a entidade, a instalação ainda não conta com profissionais da especialidade, informação repassada no encontro pela então secretaria Municipal da Saúde (SMS), Marguit Meneguzzi. Entretanto, a orientação e a obrigação da UPA seria de receber as crianças que chegarem ao estabelecimento. O atendimento fica a cargo de clínicos gerais, que devem dar um primeiro acolhimento ao paciente. Caso verificada a necessidade de suporte de um pediatra, o paciente é encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Norte ou ao Hospital Geral (HG).

O presidente do Conselho Municipal frisa a obrigação da prestação de atendimento, mesmo que com a necessidade de encaminhamento para outro local posteriormente. Entretanto, Alexandre Silva relata ter presenciado a falta do acolhimento a uma criança de cinco anos, o que defende que não poderia ocorrer. Ele acrescenta que a Unidade tem que cumprir com a obrigação e que, em caso de falta de atendimento, as pessoas devem fazer denúncia à entidade ou à gerente da instalação. Ele ainda recorda que o Instituto Nacional de Pesquisa e Gestão em Saúde (InSaúde) recebe mais de R$ 2 milhões mensais para a administração do estabelecimento. 

O caso citado por Alexandre ocorreu na semana passada e foi apresentado a Marguit Meneguzzi. Ainda conforme o relato, ela prometeu verificar a situação com a administração da UPA Central. A secretária interina teve posicionamento semelhante quando a reportagem entrou em contato visando confirmar a suposta falta de atendimento ao público infantil na Unidade. O contato foi feito à noite de terça, após ser apurada a orientação vinda da UPA era para que as pessoas não levassem crianças ao local. A informação obtida era de que os suportes da área não estavam sendo prestados no estabelecimento, e de que a população deveria ir até a UPA Zona Norte.

Entretanto, em depoimento gravado anteriormente, Marguit havia confirmado o início do atendimento às crianças na UPA ainda nessa segunda-feira (20). Esta havia sido a promessa do diretor da Rede de Urgência e Emergência, Fabio Baldisserotto, em entrevista concedida à Rádio Caxias na semana passada. Este teve uma reunião com a gerência da Unidade de Pronto Atendimento no início desta semana, quando um relatório sobre os trabalhos da pediatria foram repassados. Segundo a titular da Secretaria da Saúde, o mesmo foi entregue a ela, que pôde verificar o início dos atendimentos.

Além disso, Marguit Meneguzzi comentou à reportagem que o quadro de pediatras estava incompleto, mas que especialistas trabalhavam na área em conjunto com clínicos gerais. No entanto, durante a reunião do Conselho, ela teria dito que ainda não haviam médicos do ofício na Unidade. Alexandre Silva declara que a secretária apenas confirmou algo que a entidade já tinha conhecimento, e destaca que o procedimento de se encaminhar para a UPA Zona Norte ou para o HG também foi exposto por ela. Ele ainda compara a gestão atual com a anterior ao recordar que a volta do serviço foi anunciada sem ocorrer de fato, classificando a situação como “bagunçada”.

Ainda no encontro do Conselho de Saúde de terça-feira, Marguit Meneguzzi teria afirmado que a intenção é que o quadro de pediatras seja formado até a primeira semana de fevereiro. Os setores de psiquiatria e de ortopedia também não iniciaram as atividades na UPA Central. Segundo Alexandre Silva, a então secretária expôs que ainda não há uma expectativa de quando a situação destas especialidades vai ser regularizada.
 


Departamento de Jornalismo


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