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CAXIAS DO SUL

Economia 28/01/2021 | 09h44

CIC Caxias manifesta apelo por respeito entre poderes para retomada da estabilidade política no Brasil


CIC Caxias manifesta apelo por respeito entre poderes para retomada da estabilidade política no Brasil
Foto: Alex Scheneider

A Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul exige comprometimento da sociedade e harmonia entre os poderes nacionais. Em manifesto publicado pela entidade está exposta cobrança para que Executivo, Legislativo e Judiciário atuem dentro dos próprios limites e conforme o interesse coletivo. A representação empresarial defende avanço nas reformas trbutária, política, econômica e administrativa. Além disso, o texto também pede pelo respeito ao teto de gastos e a moderação nos orçamentos públicos, bem como a autonomia ao Banco Central. Também se demanda o avanço em privatizações, o fim de foros privilegiados e aprovação da prisão em segunda instância. A carta aponta a necessidade da continuidade de investigações como forma de reprimir a corrupção nos setores público e privado.

A CIC Caxias ainda pontua que o enfrentamento da pandemia requer coordenação entre as administrações municipais, estaduais e o Governo Federal. Assim, há pedido para que sejam deixados de lado disputas políticas e rivalidades regionais e por união, com rejeição de embates ideológicos. A manifestação acrescenta que desvios nos recursos voltados para a saúde sejam severamente punidos.

Todos os sindicatos patronais filiados à entidade assinaram a publicação, que é tida como um apelo aos poderes por uma mudança de postura. A representatividade se mostra preocupada com o que considera excessos das diferentes esferas da gerência do Brasil. O presidente da CIC, Ivanir Gasparin, afirma que o quadro é de instabilidade e que o mesmo já afeta o setor produtivo brasileiro. Acrescenta que a Câmara de Indústria, Comércio e Serviços pede apoio às confederações empresariais para o controle da tensão entre Executivo, Legislativo e Judiciário. Gasparin defende que a imprensa cumpra um papel de acalmar os ânimos neste momento.

No manifesto da CIC, a imprensa também é citada. O texto pede para que os meios informem honestmente, com crítcas constrututivas e visando interesses coletivos. A entidade ainda alerta para o impacto das notícias falsas e do mau uso de redes sociais. A carta foi enviada para representantes políticos, bem como às confederações patronais do Brasil.

O manifesto pode ser conferido abaixo: 

“A pandemia de Covid-19 agravou os problemas que ameaçam abalar os fundamentos da Nação, exigindo o posicionamento claro e comprometido de todos os segmentos da sociedade brasileira.

A governabilidade exige que os poderes constituídos atuem em harmonia, respeitando-se mutuamente e mantendo-se, cada um, nos limites das competências constitucionais.

É preciso pôr fim a arroubos do Executivo; o Judiciário precisa abster-se de interpretações elastecidas dos mandamentos da Constituição e de invasões nas competências dos demais poderes; o Legislativo tem que priorizar os interesses coletivos, eliminar os privilégios corporativos e empenhar-se na aprovação das reformas tributária, política, econômica e administrativa.

Urge que se mantenha respeito ao teto de gastos públicos, que os poderes moderem seus orçamentos, que se dê autonomia ao Banco Central; que se avance em privatizações e concessões de serviços públicos; que se acabe com foros privilegiados; que se aprove a prisão em segunda instância; que se mantenha a ação investigativa e repressora, nos moldes da Operação Lava-Jato, de forma a acabar com a impunidade que vem estimulando a corrupção pública e privada.

O enfrentamento do flagelo da pandemia exige a ação conjugada e sinérgica dos governos federal, estadual e municipal para a vacinação da população, deixando-se de lado as disputas políticas e as rivalidades regionais para que prevaleça o espírito público. Os desvios criminosos dos recursos públicos alocados à saúde precisam ser coibidos e os responsáveis, severamente punidos.

A extrema gravidade da situação está a exigir a união de todos os brasileiros, com rejeição às disputas ideológicas que acirram os ânimos e semeiam o ódio nas relações pessoais, agora incrementadas pelo uso desvirtuado das redes sociais.

Por fim, os meios de comunicação social precisam informar honestamente, abolindo as famigeradas fake news e exercendo sua legítima função crítica de forma construtiva e isenta de interesses outros que não os de natureza coletiva.

Estamos prontos e à disposição para contribuir com ideias e ações para transformar o Brasil no país competitivo e bom para se viver que todos queremos.”


Departamento de Jornalismo


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