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CAXIAS DO SUL

Economia 12/04/2021 | 11h51

Cesta básica de Caxias do Sul ultrapassa os R$ 1 mil pela primeira vez


Cesta básica de Caxias do Sul ultrapassa os R$ 1 mil pela primeira vez
Foto: Divulgação

A cesta básica de Caxias do Sul fechou o mês de fevereiro em R$ 1.007,81, com alta pouco superior a 0,9% na relação com janeiro. Efetivamente, isso representa aumento de quase R$ 9,20 no comparativo com o mês anterior. Este resultado foi apontado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais (Ipes) da Universidade de Caxias do Sul (UCS). Entre a maioria dos itens que subiu de preço, o estudo destaca que as maiores elevações foram vistas no valor da laranja, cebola, batata inglesa e da alface. Na ponta dos artigos que ficaram mais baratos estão o apresuntado, o sabão em pó, salsichão, detergente líquido e o refrigerante.

Há um semestre que o Ipes aponta acréscimos consecutivos acima dos 0,9% na cesta básica de Caxias. O grupo de produtos tem relevante alta acumulada, com destaque para ascensão de quase 14% dos alimentos no somatório de 12 meses.

O responsável pela apuração, o professor Mosár Leandro Ness, atenta que esta é a primeira vez que a pesquisa mostra a superação da linha dos R$ 1 mil. Ele adianta que o aumento ainda deve seguir por largo período, atribuindo o movimento ao encarecimento da produção e pela maior demanda. O economista explica que o auxílio emergencial estimulou o consumo de produtos alimentares, gerando uma aceleração da inflação sobre a área. Isto é uma característica de países muito pobres, conforme o pesquisador.

Em fevereiro o Instituto também verificou um aumento de 0,93% no Índice de Preços ao Consumidor (IPC). Assim, a inflação do Município acumula 5,4% de progressão nos últimos 12 meses. E esta taxa foi puxada principalmente pelo segmento de transportes e pelos combustíveis. O índice ainda aponta estabilidade dos alimentos, mas o resultado é afetado pelo fim das atividades do supermercado Big, que era um dos pontos onde a coleta de dados era feita. Para o próximo encerramento é esperada a correção, já que o Ipes verifica que o grupo foi inflacionado de maneira acentuada. Até aqui, o aumento médio mensal do IPC é de 0,44%.

Mosár Leandro Ness reforça que os vilões inflacionários de fevereiro foram os transportes e os artigos alimentares. Entretanto, ele destaca que o risco se faria no caso de um descontrole generalizado de preços, com a inflação geral ultrapassando o acúmulo de 15%. Embora exista um salto na precificação de combustíveis, carnes, derivados da soja e alimentos em geral, o professor atenta que há um recuo no consumo. Ainda assim, o pesquisador considera que há perspectiva de início de recuperação econômica, citando como sinal a queda na inadimplência.

Além da redução na inadimplência, Mosar Leandro Ness pontua a melhora do nível de poupança e a entrada de investimentos estrangeiros como indicativos de crescimento da economia. Este início de retomada passaria a ser verificado a partir do segundo trimestre de 2021. A expectativa é de que os primeiros três meses do ano encerrem no negativo, mas que haja reversão na tendência e que o Brasil termine o ano com avanço de 3% no Produto Interno Bruto. Para a economia de Caxias do Sul a projeção é semelhante, com previsão de PIB em alta de 5% ao final de dezembro.


Departamento de Jornalismo


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