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Polêmica 25/02/2015 | 07h15

Caxiense indiciado por incitação a estupro e pedofilia volta a provocar polêmica na internet


Caxiense indiciado por incitação a estupro e pedofilia volta a provocar polêmica na internet
Foto: Reprodução
Mais de dez meses após causar polêmica e provocar a indignação de usuários de redes sociais em todo o País, o dito neonazista caxiense Gustavo Rizzotto Guerra voltou a proferir crimes virtuais contra os direitos humanos.

Ele está novamente sendo alvo de pelo menos duas novas denúncias encaminhadas ao Ministério Público Federal (MPF) por conta de afirmações que incentivam o racismo e a violência contra a mulher.
 
Nas últimas semanas, criou páginas no Facebook que utilizam de linguagem depreciativa e racista, chamadas ‘Eu não mereço mulher preta’. Retirada do ar por pelo menos duas vezes devido à violação aos termos de uso da rede social (a última no dia 14 de fevereiro), Guerra tentou manter ativo o endereço ingressando com recurso junto ao Facebook. Depois de outros usuários repetirem a denúncia contra o endereço virtual, o link novamente foi removido. No entanto, contrariando normas da rede e da própria Justiça, uma página com o mesmo nome foi criada no último domingo (22).

O próprio Guerra publicou frases no mural, nas quais se intitula como ‘o grande aiatolá da raça branca’, e que estaria disposto a criar quantas páginas fosse preciso para perpetuar as declarações de ódio. Na tarde desta segunda (23), o endereço referido havia sumido e outro link recém-criado com o mesmo título estava ativo.
 
O ressurgimento do dito neonazista nas redes surpreendeu movimentos sociais que atuam na defesa dos direitos humanos e gerou a mobilização de usuários que pedem a punição imediata dele. Uma página, chamada 'Denunciar o Nazista Gustavo Guerra', obteve mais de 1,2 mil curtidas em três dias. A ONG SOS Racismo Brasil também denunciou a criação da página na Polícia Federal e junto a outros veículos de comunicação no País.
 
Para a Marcha Mundial das Mulheres, grupo feminista que realizou um protesto contra Guerra em abril do ano passado em Caxias do Sul, ele já deveria estar preso. Uma das representantes do movimento na cidade, Raquel Duarte, afirma que a reincidência no mesmo crime gera sensação de descrédito com relação à Justiça.
 
Em junho de 2014, Guerra foi indiciado pela Polícia Federal por incitação ao crime devido às postagens de apologia ao estupro, pedofilia e racismo, divulgadas no YouTube e Facebook.
 
A repercussão do assunto motivou manifestações públicas contrárias da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado, Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Vereadores e da Prefeitura de Caxias do Sul.
 
A investigação que indiciou Gustavo Guerra ainda está em andamento e em sigilo de Justiça no Ministério Público Federal. Após a divulgação na Rádio Caxias e o andamento do inquérito, ele teria alegado não ter condições médicas para depor e teria sido internado em uma clínica de saúde mental, em Porto Alegre. As novas denúncias encaminhadas à Polícia Federal nas últimas semanas podem ser incorporadas a esse processo.
 
Mesmo com a polêmica gerada em torno do tema, o canal dele no YouTube com declarações de ódio contra negros, mulheres, homossexuais e judeus ainda permanece ativo.
 
A punição para discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou nacionalidade é de reclusão de dois a cinco anos e multa. Denúncias de crimes virtuais podem ser encaminhadas à Polícia Federal por meio do site denuncia.pf.gov.br.
 

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