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CAXIAS DO SUL

Homicídios 06/07/2020 | 17h30

Balanço semestral aponta aumento em números de mortes violentas em Caxias


Balanço semestral aponta aumento em números de mortes violentas em Caxias
Foto: Joel Arrojo/Divulgação BM

Em meio à pandemia de Covid-19, o primeiro semestre de 2020 apresentou um cenário com um percentual maior de mortes violentas em relação aos seis meses iniciais de 2019. Neste ano foram 55 registros de mortes, entre homicídios, confrontos com Brigada Militar, latrocínio e feminicídio. Um aumento de 41%, em relação ao ano anterior, onde foram registrados 39 óbitos no mesmo período.

O titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP) de Caxias do Sul, delegado Adriano Linhares, aponta que diversos fatores motivaram o aumento dos índices criminais na cidade, e que a violência é cíclica. Ele cita crimes como tráfico de drogas, que segundo aponta o balanço, vêm sendo um dos fatores determinante para os assassinatos.

Outra questão a destacar foi a cisão de uma organização criminosa, que resultou em retaliações entre desafetos, Isso gerou diversas mortes.

O titular da Homicídios ressalta que responsabilidade principal da Polícia Civil não é de prevenir os crimes ou de buscar as causas de aumentos, mas de esclarecer e apresentar os autores à Justiça. Em relação aos crimes, sem citar números, Linhares explana que a maioria dos casos já está esclarecida, inclusive com os autores e responsáveis presos.

Em números, os casos de homicídios, latrocínio e confronto com a Brigada Militar aumentaram. Em relação a homicídios foram 39 casos, com 44 vítimas, em comparação com 2019, onde foram 31 mortes. 

Já em latrocínios, que é o roubo seguido de morte, são duas situações registradas em 2020, também com aumento em relação a 2019, quando havia ocorrido um. Já em confrontos com a polícia foram oito óbitos em 2020, contra cinco no mesmo período do ano passado. 

O único índice criminal que reduziu foi o de Feminicídio, que em 2020 contabilizou uma morte. No ano anterior haviam sido registradas duas ocorrências. 

O bairro onde foram registradas mais ocorrências fora Euzébio Beltrão de Queiróz, mais conhecido como Zona do Cemitério, que registrou nove mortes. Em seguida vem o bairro Serrano com quatro, e Cruzeiro, Fátima, Mariani, Parque Oásis e Rio Branco, com três.

A forma com que a maioria das mortes aconteceu foi por disparos de arma de fogo, em que foram registrados 48 óbitos, enquanto seis foram por arma branca e uma por agressão. Das 55 mortes, 51 são do sexo masculino e quatro do sexo feminino. Em questão de idades dos mortos, a maioria era jovem. Cinco eram menores, 29 tinham entre 18 e 29 anos, 19 entre 30 e 59 anos, e dois idosos, de 76 e 85 anos. 

Até o momento o mês mais violento foi abril, com 15 mortes, seguido por fevereiro com 11. Julho, até o momento, não registrou nenhuma ocorrência.

O último caso de maior gravidade em Caxias, foi de homicídio no dia 22 de Junho, no estacionamento da Codeca, onde Samuel Santos, 31 anos, foi alvejado a tiros, quando chegava para trabalhar. Este caso ainda segue em investigação.


Departamento de Jornalismo


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