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CAXIAS DO SUL

Vandalismo 23/06/2022 | 09h38

Apartamentos inacabados de empresa condenada a restituir compradores estão depredados em Caxias


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Apartamentos inacabados de empresa condenada a restituir compradores estão depredados em Caxias
Foto: Marcelo Oliveira/ Rádio Caxias


POR MARCELO PASSARELLA | DEPARTAMENTO DE JORNALISMO

As obras inacabadas do Eros Residencial, prédio localizado no bairro Nossa Senhora da Saúde, estão sendo alvo de depredações em Caxias do Sul. O conjunto de apartamentos está com a construção interrompida desde 2017, devido a dificuldades financeiras que geraram um processo de recuperação judicial da Atena Incorporações.

A construtora foi condenada em março deste ano pela 6ª Vara Cível da Comarca de Caxias do Sul a ressarcir um casal que investiu R$ 164 mil em um apartamento que não foi entregue quase quatro anos após o prazo final para a finalização da obra. A estimativa é que o casal receba cerca de R$ 320 mil como compensação, incluídos os valores com multas e correção monetária. 

São, pelo menos, mais 30 pessoas que adquiriram os imóveis e não tiveram os apartamentos finalizados no prazo especificado que buscam na Justiça o ressarcimento pelos valores aplicados.

A ação de rescisão de contrato encaminhada na Justiça também incluiu o Banco do Brasil como réu porque o banco se colocava como o financiador da obra.

Para o advogado que representa o grupo de moradores, Rodrigo Balen, os atos de vandalismo que ocorrem no interior do prédio inacabado mostram que a ação de restituição dos valores encaminhada na Justiça é o caminho mais correto para a buscar a  solução para o caso. 

Uma das pessoas que comprou um dos apartamentos, Everton Santos, investiu cerca de R$ 240 mil na aquisição do imóvel (cerca de 80% do valor total do apartamento, segundo ele) que não foi entregue pela construtora responsável. Ele avalia que  dificilmente a obra será retomada no futuro, diante do rumo que o processo vem tomando na Justiça e a condição geral do prédio.

O prazo para a entrega do apartamento era maio de 2018. O Banco do Brasil pode recorrer da sentença junto ao Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RS). A sentença da 6ª Vara Cível de Caxias foi proferida pela juíza Luciana Fedrizzi Rizzon.  







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