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Livre comércio 29/06/2019 | 14h07

Acordo entre Mercosul e União Europeia gera expectativa positiva para a economia da Serra


Acordo entre Mercosul e União Europeia gera expectativa positiva para a economia da Serra
Foto: Pixabay / Divulgação


Os países do Mercosul e da União Europeia deverão formar uma das maiores áreas de livre comércio do planeta. A estimativa se deve ao acordo anunciado nesta sexta-feira (28). Os dois blocos representam cerca de 25% da economia mundial, com um mercado de 780 milhões de pessoas. O tratado deverá impulsionar o comércio entre os dois continentes. 

Conforme o acordo de livre comércio, as tarifas de importação para mais de 90% dos produtos comercializados entre os dois blocos serão eliminadas. Com isso, serão aplicadas cotas preferenciais de importação, com tarifas reduzidas. O processo de eliminação de tarifas varia de acordo com cada produto, e deve levar até 15 anos contados a partir da entrada em vigor da parceria intercontinental.

A notícia causou uma expectativa no setor econômico da Serra Gaúcha. Empresários e analistas acreditam que o acordo deverá alavancar negócios e investimentos. Para o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul (Simecs), Reomar Slaviero, trata-se de uma forma para buscar novos mercados. Segundo ele, é uma chance de abrir novos mercados na Europa para a indústria regional.

A impressão dos analistas de mercado também é otimista. Conforme a economista Maria Carolina Gullo, o acordo demonstra que o Governo Federal mudou de ideia com relação aos planos para o Mercosul. Ela considera que o tratado deverá promover a retomada do desenvolvimento econômico do Brasil e dos países vizinhos, especialmente a Argentina.

O acordo entre Mercosul e União Europeia deverá zerar tarifas para produtos agrícolas brasileiros como suco de laranja e frutas como melão, melancia, laranja e limão. Além deles, serão beneficiados café solúvel, peixes, crustáceos e óleos vegetais.
Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o acordo reduz, por exemplo, de 17% para 0% as tarifas de importação de produtos brasileiros como calçados, e aumenta a competitividade de bens industriais em setores como têxtil, químicos, autopeças, madeireiro e aeronáutico. 


Departamento de Jornalismo


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